Situação 1)
Um dia destes, ontem vá, as minhas excelentissimas gatas decidiram ir dormir para o estendal. Isto é pratica comum... as gajas gostam de estar ao solinho e assim que apanham a janela aberta é vê-las a saltar para cima do estendal onde esta a roupa, vá, estendida. Ora o corpinho das gatas alapado em cima da roupa faz com que as molas se soltem o que consequentemente faz com que a roupa, vá, caia para o meio da rua. Como eu estava a dizer, ontem, tocam-me à campainha e quando questiono "sim?" uma senhora simpática responde "olhe, está aqui uma camisola no passeio e deve ser sua porque está mesmo por baixo da sua janela" e eu, enquanto rogava pragas às gatas, respondo que sim senhora, muito obrigada vou já buscar. Ponho a miúda a tiracolo e siga escada abaixo para ir buscar a pobrezinha da minha camisola. Chegando lá abaixo está a senhora de camisola na mão, entrega-ma com um sorriso e diz (again, muito simpática): É uma sorte ainda cá estar... isto qualquer pessoa apanhava e levava. Ao que eu respondo (e reparem na minha eloquência e capacidade linguistica): Pois, deve ter caído. Não, a sério, vocês atentem na minha verborreia! "Deve ter caído" em oposição ao quê? "Ah eu tenho por norma atirar roupa pela janela para testar os transeuntes"? Em oposiçao a "Era suposto a camisola ter ficado no chão, diz que é um novo método de secagem ecológica"? Em oposição a "Sabe, o meu marido e eu, às vezes discutimos e ele põe-me fora de casa com roupa e tudo... Quando subi esqueci-me desta camisola"? Por favor, o melhor que eu consegui arranjar foi o equivalente a um daqueles arrotos que nos saiem a meio de uma frase em que só sopramos um bocadinho e esperamos que o nosso interlocutor não se tenha dado conta? "Deve ter caído?" A senhora sorriu, virou costas e foi-se embora. Eu fiquei de camisola na mão, miuda a tiracolo e um fio de baba a escorrer pelo canto da boca.
Situação 2)
Estou a cortar pão para fazer torradas (na realidade o porque de estar a cortar pão é irrelevante mas eu achei por bem dizer) e como NUNCA consigo cortar pão direito faço o que? Deito o pão, coloco-lhe a mão esquerda por cima e com um facalhão de pão na mão direita vou cortando sendo que a faca se encontrar paralela à mesa onde o pão está pousado. Conseguem imaginar? Assim como os talhantes cortam os bifes... Começo a cortar a primeira fatia, o mais fina possível (manias...) e TUMBA! O facalhão trespassa o pão como manteiga e vem enterrar-se no meu dedo indicador. Depois de dois ou três impropérios (mais porque a fatia ficou torta do que pelo golpe) insisto e não desisto e torno a cortar o pão na mesma posição. Desta vez com mais vigor porque já se sabe que quando as coisas não nos correm bem à primeira a raiva e o descontrole tomam conta de nós e assumimos aquela postura de "Ai é? Ai é? Agora é que te vou cortar todo meu boi!" (para o pão, óbvio...) E corta corta corta e PUMBA! Facalhão lançado quase a arrancar-me um bife do dedo do meio. A sangar profusamente largo faca, largo pão e vou comer um iogurte. Agora tenho dois dedos inutilizados porque queria fatias de pão direitas. A sério, alguém que me interne...
Vá, mais ou menos... relacionado com o facto de eu achar e defender que as crianças precisam de contacto humano (a qualquer hora do dia ou da noite). Com 7 meses e meio e mais de 9 quilos, Miss Lila ainda anda slingada todos os dias. Se eu soubesse o que sei hoje nunca teria investido dinheiro num carrinho de bebé mais XPTO e teria optado por nesta altura adquirir um carrinho tipo bengala só para aquelas situações em que vamos ao shopping ou assim... Para qualquer lado onde tenhamos que ir, a pé, miss Lila vai bem encaixadinha no sling, encostadinha a mim. Quentinha, protegida... enfim, tudo de bom. Isto tudo para falar no facto que o preconceito que as pessoas têm em relação ao co-sleeping estende-se muitas vezes a outras coisas com as quais não concordam. Quantas e quantas vezes eu não ouvi que lhe dou "colo a mais" (como se isso existisse) ou então a pérola de todas as pérolas:
Pessoa extremamente informada: A menina já está muito grande para ir ai! (no sling, entenda-se)
Eu: ai é? Então é suposto leva-la como? Ela ainda não anda...
Pessoa extremamente informada: ora, ao colo! (com o maior ar de captain obvious que conseguiu)
Ou seja, era suposto eu abdicar do conforto e apoio que o sling me dá para meter a miuda... ao colo. Pois. Enquanto eu aguentar, as minhas costas e os meus braços aguentarem e a Lila for bem mantemo-nos no sling. Independentemente dos olhares estranhos que nos deitam. Quando ela começar a andar terá muito tempo para estar fora do colo.
A passear no templo de moda que é o site da Zara deparo-me com três ou quatro modelitos identicos a este. Uma saia bipolar, curta à frente, comprida atrás. Eu até consigo começar a entender se a intenção for que as miudas deixem de utilizar verdadeiros cintos e comecem a proteger a sua dignidade traseira mas fora isso não me faz grande sentido. É para não sentir frio na pernoca quando nos sentamos? É para as coxas não ficarem coladas ao banco de napa no autocarro? É que nem bonito fica, é só estranho...
Depois de ver esta micro reportagem da Sic sobre esta temática achei por bem assumir-me de uma vez por todas. Cá em casa somos adeptos e fans do co-sleeping. Há estudos contra, há estudos a favor. Há quem ache normal, natural e prazeiroso (como nós) há quem abomine a ideia. Como em tudo, cada família é uma família e saberá o que é melhor para si.
Cá por casa começou um pouco como desculpa por causa da amamentação. A Dalila começava a noite na cama dela mas assim que acordava para mamar, eu em piloto automático, passava-a para a minha cama, encaixava-a na mama, adormeciamos as duas e, claro, ela já não regressava para a cama dela. Depois ela já dormia seis horas seguidas por isso a desculpa da amamentação já não fazia grande sentido, a verdade é que tanto eu como o pai a queriamos a dormir junto a nós. O pai porque vê a filha uma hora por dia acordada e sabe-lhe bem tê-la ali, à mão de semear, para estar no mimo com ela. Eu porque a gosto de sentir, de a proteger, de a ter à distancia de um dedo. Sabe-nos bem. A ambos.
À medida que o co-sleeping foi ficando fui à procura de mais informação sobre o assunto. Como mencionei encontrei muitos estudos contra - quase todos exclusivos do chamado "mundo industrializado" - mas a maioria deles focava-se unica e exclusivamente no risco de SMSL (como mencionado ali pelo pediatra). Ora há estudos que defendem que o co-sleeping reduz consideravelmente esse risco porque a proximidade do bebé com a mãe (contacto pele a pele) faz com que a respiração e a tensão do bebé estabilizem e outros etcs que reduzem o risco (é ler...). Então ficamos ela por ela... como em tudo há quem diga maravilhas e há quem diga horrores. É um bocadinho como a amamentação em que continua a haver quem diga que há leite fraco ou que há mulheres que não produzem... Enfim.
A verdade é que o co-sleeping é uma pratica mais banal do que se possa pensar e aqui por casa está perfeitamente encaixada nas nossas rotinas. Até quando? Não sei... até ver. Até nós quisermos e nos sentirmos bem com isso. Até a Lila demonstrar não se sentir bem na nossa cama.
O unico conselho que deixo a todas as famílias é que sigam as medidas de segurança para o co-sleeping (existem medidas de segurança para uma cama de bébé por isso não é que o co-sleeping seja mais inseguro...). Bons sonhos :)
Fica ainda um artigo sobre o assunto.
Eu não sou preconceituosa com muitas coisas. E com a frase anterior acabei de admitir que sou preconceituosa com algumas coisas... anyhoo, eu não sou mesmo preconceituosa com muitas coisas. Live and let live. Desde que não interfira com a minha liberdade pessoal, it's all good. Mas há uma coisa pela qual eu vou julgar um homem independentemente de saber que não é justo ou correcto. É mais forte do que eu. Homem que é homem não passeia cãezinhos de colo. Lamento senhores cujas mulheres vos pressionaram a adoptar um pinscher anão, um chihuahua ou mesmo um yorkshire terrier mas não há nada mais ridiculo que um homem feito a passear orgulhosamente o seu rato mutante movido a pilhas. E atenção que eu até acho alguma piada a cães de porte pequeno, especialmente nas casas dos outros, mas não há cara séria que aguente ver um senhor de barba rija a pegar no lulu ao colo para o ajudar a subir um passeio. So sad...
O Sr. meu marido, simpatico como só ele, fez questão de me passar a virose que o andour a atormentar nos últimos dias. Dores de cabeça, dores no no corpo, cólicas, tonturas... uma alegria. Claro que a isto tudo junta-se uma bebé de sete meses e meio, completamente indiferente aos meus queixumes que não me dá descanso. É muito egoista, nestes dias, eu desejar ardentemente que ela andasse numa creche para eu poder ter uma pausa? Para me poder dar ao luxo de poder ficar doente? :\
Desde que nasceu que a Lila toma banho todos os dias. Sem exagero, acho que houve quatro ou cinco vezes (em sete meses) que ela não tomou banho naquele dia porque adormeceu antes do banho e não a quisemos acordar propositadamente. Fora isso, todos os dias há banhinho :)
Também desde que nasceu a Lila nunca teve o rabo assado. Uns dias mais vermelhinho, outros sem mácula, mas nunca teve o que se possa considerar assado. Até agora. Há cerca de três ou quatro dias que ao final do dia, mesmo na última muda de fralda antes do banho, a miúda tem o rabo todo assado e eu simplesmente não sei o que possa ter causado esta mudança. Não houve introduções novas na alimentação (houve o peixe mas já há quase duas semanas), não mudamos de toalhitas (costumamos varias e continuamos a variar), não mudamos de fralda, continuamos a utilizar o mesmo creme de sempre (para mim o melhor que já experimentei - Pasta de Agua da Eryplast) alternado com halibut e a verdade é que na manhã seguinte a pele dela está consideravelmente melhor (pasta de água FTW!) mas no final do dia volta ao mesmo e nota-se que lhe doi.
Outra coisa que me preocupa são as candidiases recorrentes. Todos os meses a miúda fica com sinais de nova infecção fungica que trato com canesten. Nunca é muito severa - até porque eu ataco logo à minima pustula - mas é chato estar sempre a reaparecer. O médico diz que é normal, que as meninas sofrem mais com esse mal e que a humidade da fralda, com a urina e etc é propicia mas não deixa de ser chato :\
Ora isto não é uma questão de higiene, todos os dias toma banho e é muito bem lavadinha, a fralda é mudada sempre que necessário e nunca após mais de três, quatro horas de utilização (obviamente antes caso seja necessario) e por isso ja não sei mais que fazer. O G. (é inevitável comparar...) nunca teve estes problemas - tinha o rabo assado na altura em que lhe estavam para sair os dentes, se estava relacionado ou não, não sei - e por isso a falta de experiência não me ajuda.
Mães de meninas, como é?
Que confusão me faz ler "Eu devo ser a única que X" ou "Será que sou eu a única que Y?" entre outras afirmações e/ou questões do género. A população mundial só está estimada em 7 mil milhões de pessoas, de certezinha absoluta sintética e analitica que és a única, afinal de contas és tão especial que SÓ podes ser a única *eyeroll*

A sério mas porquê, PORQUÊ!?, que eu nunca aponto passwords nem respostas a perguntas de segurança nem o raio que me parta? Hoje tentei aceder a um site importantíssimo e não me lembrei da pass (as usual...) mas como o site é importantíssimo eu sabia que tinha lá registado dados que facilmente me identificam (BI, NIF, Telefone e outros etc.) então lá fui eu toda contente tentar recuperar a password. Chego à pergunta de segurança e felizmente é uma coisa básica "Qual o nome do seu filho?". Fixe, pensei eu. Por norma escolho coisas estranhas tipo "Qual o primeiro filme que viu no cinema" e repondo "amarelo" ou algo do genero só para despachar, afinal de contas quem é que perde passwords? humm? Pois. Então fiquei toda contente porque pensei "boa! Eu sei o nome do meu filho! A bem dizer montes de gente sabe mas eu também sei por isso #win" e toca a responder, convicta. The computer says no... ? Opá a não ser que eu tenha um filho bastardo - que não tenho que eu sei muito bem quantas coisas sairam do meu pipi, thank you very much - o nome do meu filho é xxxxxxx. Não? Então e xxxxxxxx (agora sem cedilha)? NÃO? AIIIIIIII... então e XXXXXXX XXXXXXX? FUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU! Lá vou eu ligar para o centro de atendimento e tentar parecer uma pessoa normal ao explicar - entre risinhos e cerrar de dentes - que "não sei que nome pus no meu filho..." *eyeroll*. A chamada terminou a pedirem-me um ror de dados pessoais - "123440, 889280, 34B, é bacalhau de qualquer maneira" - e com o senhor lá do outro lado a dizer "agora tem de aguardar o nosso contacto, vou dar-lhe o número de processo mas você NÃO PODE PERDER ESTE NÚMERO! OK? NÃO. PODE. PERDER!"
E agora aguardo... e só me apetece pregar dois pares de estalos a mim mesma visto que é muitíssimo urgente que eu possa aceder aquela treta.
A sério, o que é que aconteceu à velha recuperação de password em que a mesma era enviada para o e-mail de registo!? hummmm?!
. Coisas que eu faço e que ...
. Estão a ver o que eu digo...
. Ainda relacionado com o c...
. Coisas fashion que, descu...
. Argh
. Interrompemos a emissão p...
. Presunção e água benta......